24 setembro 2017

A MORTE DO SOL

O FUTURO DO NOSSO SOL

O Sol também é uma estrela e por isso vai morrer um dia. Quando e como isso acontecerá é uma questão que os astrônomos tentam resolver. Para chegar a esta resposta, eles criaram uma teoria, com a qual podemos entender a formação de uma estrela, o que ocorre com ela ao longo do tempo, as mudanças de brilho e tamanho, e várias outras coisas.

Sol: estrela gigante vermelha no futuro.

Algumas pessoas perguntam como se pode ter certeza de que a teoria está certa, já que, em geral, não podemos perceber as mudanças nas estrelas. Felizmente, podemos observar muitas estrelas, com várias idades diferentes. É como se um extraterrestre visitasse a Terra por um dia apenas: ele não poderia ver as pessoas crescendo, já que em um dia não crescemos muito, mas poderia observar que existem bebês, crianças, adolescentes, adultos e velhos. Com um pouco de imaginação, ele poderia entender como é a vida dos seres humanos.

No começo, o Sol era uma gigantesca nuvem de gás e poeira, muitas vezes maior que o sistema solar hoje. Essa nuvem foi se contraindo e se tornando mais densa, até se transformar em uma verdadeira estrela. Isso demorou cerca de 50 milhões de anos.

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The Universe - Dark future of the Sun (aprox. 44 minutos).

A partir de então, o Sol entrou em uma fase bem tranquila, na qual ainda se encontra. Seu tamanho e sua temperatura quase não mudam. Pouco varia também a quantidade de energia que elem emite para o espaço em cada segundo, o que chamamos "luminosidade". Isso nos interessa muito, porque a vida na Terra depende da energia que vem do Sol: se ela aumentar ou diminuir muito, mudanças profundas e até catastróficas vão acontecer.

Essa fase de "tranquilidade" deve durar, no total, cerca de 11 bilhões de anos. Como ela se iniciou há cerca de 4,5 bilhões de anos, o Sol ainda tem pela frente aproximadamente 6,5 bilhões de anos de tranquilidade.

Mas, para nós da Terra, essa fase não será tão calma assim, porque a luminosidade do Sol sempre aumenta, ainda que de forma lenta, e deverá dobrar ao final dos 11 bilhões de anos. Ficando mais brilhante, o Sol vai aquecer mais a Terra.

Ciclo de vida do Sol.

Com mais calor, toda a água do nosso planeta vai evaporar. Não sabemos exatamente quando isso vai acontecer, mas poderá ser em pouco mais de 3 bilhões de anos, dependendo da quantidade de nuvens, porque elas absorvem parte da energia que vai para a Terra.

O que mantém o Sol nessa fase tranquila é a queima de um elemento que está em seu interior (núcleo), chamado hidrogênio. Após 11 bilhões de anos, esse hidrogênio vai acabar. Com a interrupção da produção de energia, o núcleo não conseguirá suportar o peso das camadas mais externas e sofrerá um colapso, o que aumentará muito a sua temperatura. Então, a "fornalha" funcionará outra vez, queimando o hidrogênio que existe nas camadas próximas ao núcleo. Esse processo é tão violento que empurrará as camadas externas do Sol para fora, transformando-o em uma estrela gigante.

Essa fase é mais rápida que a anterior e irá durar "apenas" pouco mais de 1 bilhão de anos. Nessa fase, o Sol alcançará uma luminosidade 2 mil vezes maior que a atual e um diâmetro quase 200 vezes maior que o presente. Com um diâmetro tão grande, a superfície total por onde escapa a energia emitida pelo Sol fica enorme, de modo que essa superfície esfria um pouco, mesmo que a luminosidade do Sol esteja aumentando. A temperatura da superfície ficará, então, próxima dos 3 mil graus, quase a metade do valor que tem hoje. Muito grande, avermelhado e frio, o Sol será, então, uma estrela gigante vermelha.

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O destino do Sol (extraído do Mensageiro Sideral).

A fase de gigante vermelha não será muito sossegada: o hidrogênio das camadas próximas ao núcleo também se esgotará e o Sol passará a queimar um novo elemento, o hélio. Essa queima ocorre por meio de pulsos, ou seja, em episódios rápidos. O brilho e o tamanho do Sol vão variar muito, sempre em valores mais altos que os atuais.

Nessa fase do Sol, os planetas vão sofrer várias alterações. Por exemplo, Mercúrio, que é o planeta mais próximo do Sol (cerca de 60 milhões de quilômetros), será completamente engolido. Quanto aos planetas seguintes, Vênus e Terra, não temos certeza do que acontecerá. O destino desses dois planetas dependerá basicamente da quantidade de matéria que o Sol irá perder daqui para a frente. A perda de matéria é algo que acontece com todas as estrelas, mais ou menos como em um regime de emagrecimento. Por exemplo, atualmente podemos observar partículas muito pequenas vindas do Sol, que formam o chamado "vento solar". Outras estrelas, como as gigantes vermelhas, perdem uma quantidade muito grande de matéria.

Existem várias causas para que as estrelas percam massa. No caso do Sol, os astrônomos sabem há muito tempo que ele tem uma região muito quente, com temperaturas de milhões de graus, chamada "coroa solar". Sendo tão quente, essa coroa está se evaporando, e o resultado é o vento solar. Já as estrelas gigantes são muito luminosas e a própria luz pode empurrar parte da massa para fora da estrela.

E o que tem a ver a perda de matéria com as órbitas (caminho que os planetas fazem em torno do Sol) dos planetas? A resposta é simples: os planetas, como Vênus e Terra, têm órbitas situadas a uma distância que depende da massa do Sol. Quanto menor essa massa, maior a distância do planeta em relação ao Sol. Assim, se o Sol perder muita matéria na fase gigante, Vênus e Terra "fugirão" para órbitas mais distantes e não serã destruídos. Caso contrário, um processo semelhante ao de Mercúrio ocorrerá com esses dois planetas. Para poder esclarecer melhor essa questão, os astrônomos precisam ainda pesquisar muito sobre o processo de perda de massa e sua influência na evolução das estrelas.

No final da fase de gigante vermelha, o Sol ficará muito instável e perderá praticamente de uma vez só todas as suas camadas externas. Essas camadas vão expandir-se pelo espaço, na forma de um dos objetos mais bonitos que podemos observar: uma nebulosa planetária. A nebulosa será muito brilhante, porque será iluminada pela parte que restou do interior do Sol, que é muito quente.

Essa fase dura menos que a anterior. Em apenas 100 mil anos o Sol passa de uma estrela gigante fria a uma estrela pequena e quente, uma "anã branca". Então, esgotados seus principais combustíveis nucleares, o hidrogênio e o hélio, não haverá mais produção de energia. O Sol irá esfriar calmamente até se transformar em uma "anã negra", espécie de cinza invisível no céu.

Veja também: Mensageiro Sideral.

23 setembro 2017

SE A LUA NÃO EXISTISSE

Nosso satélite natural, a Lua, é importante para a manutenção de nossas vidas. A Lua é responsável por diversos fatores que influenciam o nosso ecossistema, que vão desde o controle da rotação da Terra até o equilíbrio das estações e da temperatura na superfície terrestre.

Se por acaso a Lua deixasse de existir de uma hora para outra no Universo, a vida na Terra mudaria dramaticamente. O efeito imediato seria a baixa das marés oceânicas, pois a interferência do campo gravitacional da Lua é responsável por grande parte do movimento das águas marítimas.

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Documentário: Se a Lua não existisse (extraído do Discovery Science).

De maneira simplificada, as massas oceânicas sofrem uma aceleração de intensidade quando estão mais próximas do satélite natural. Isso significa que regiões diferentes da superfície terrestre recebem intensidades diferentes de acordo com o posicionamento da Lua e o movimento do satélite em torno do nosso planeta.

A mudança no fluxo das marés seria sentida por muitas espécies que têm seus ciclos de vida associados pelos movimentos oceânicos. Até mesmo animais que vivem em ambiente terrestre, na costa ou na superfície, teriam seus padrões de comportamento afetados na ausência da Lua, pois a luminosidade do satélite natural orienta aves e mamíferos de vida noturna.

Uma Terra fora do eixo

Em longo prazo, porém, as consequências de um desaparecimento da Lua seriam muito mais graves. O satélite ajuda a estabilizar o eixo de rotação do nosso planeta dentro de uma inclinação de mais ou menos 23 graus. Isso significa dizer que a Lua define a existência de nossas estações e mantém a temperatura do planeta em níveis moderados.

Na ausência do satélite, a Terra teria um movimento de rotação similar ao de Marte. O Planeta Vermelho apresenta uma variação de eixo de 15 a 35 graus ao longo de dezenas de milhares de anos devido à influência do campo gravitacional de todos os outros planetas do Sistema Solar. Essa variação provoca climas e temperaturas extremas em sua superfície e pode fazer com o que o gelo que se encontra hoje nos polos se movimente até próximo da faixa central do planeta.

Nossa Lua.

O fato de a Lua estabilizar o eixo de rotação do nosso planeta foi o que permitiu a evolução de seres e organismos multicelulares mais complexos e sensíveis às condições do ambiente. Sem um ecossistema estável, a vida como conhecemos simplesmente não existiria. A Lua foi determinante no processo de formação de nosso ecossistema ao longo dos milhões de anos de existência.

Como se isso tudo já não bastasse, alguns astrônomos acreditam que a Lua desempenha ainda um papel fundamental em limpar o céu de cometas e pequenos asteroides que poderiam atingir o nosso planeta. Sem o satélite em órbita, a Terra seria alvo de muito mais corpos vindos do espaço.

Acesse também: Discovery Science.

22 setembro 2017

SE A TERRA PARASSE DE GIRAR

As diferenças entre as estações e períodos do dia são possíveis graças a dois movimentos: rotação e translação que são essenciais para que as condições de vida na Terra sejam garantidas.

Mas será que os movimentos de translação e rotação são tão importantes assim? Esta postagem mostra várias coisas que aconteceriam com o planeta Terra caso algum dia os movimentos de translação e rotação fossem eliminados.

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Documentário: Como seria se o planeta Terra parasse de girar (extraído do National Geographic Channel) - The Aftermath: when the Earth stops spinning.

Desaceleração do planeta

Caso a Terra parasse de girar, provavelmente o processo seria realizado de maneira gradativa. Por essa razão, demoraria um pouco até que percebêssemos a desaceleração. Os primeiros sintomas a serem percebidos seriam os prolongamentos de dias e noites. De pouco em pouco, os períodos de luz e escuridão começariam a ser cada vez maiores, até que o planeta parasse totalmente.

Quando isso acontecesse, os dias e noites não seriam mais controlados pelo movimento de rotação da Terra (o que faz o planeta girar sobre seu próprio eixo), mas sim pelo da translação (movimentação orbital, em torno do Sol). Isso significaria que dias e noites teriam cerca de 6 meses cada, de forma parecida com o que atualmente ocorre nos polos.

Sem a rotação a Terra poderia se parecer com este mapa.

Dias e noites polares

Como já dissemos, os dias e noites seriam controlados pelas voltas da Terra em torno do Sol, fazendo com que só anoitecesse uma vez por ano. O mesmo aconteceria com as manhãs, que demorariam 12 meses para se repetirem. Com cada período durando seis meses, você já deve imaginar o que aconteceria com vegetações e animais.

Em caso de uma freada brusca

Havendo uma paralisação mais brusca, em que a Terra realmente parasse de uma hora para outra, os danos causados ao planeta não seriam apenas percebidos em longo prazo. Como a velocidade de rotação é de cerca de 900 km/h, uma “freada” faria com que o planeta inteiro fosse jogado para frente.

Imagine um carro percorrendo uma linha reta a 60 km/h e parando de repente. Os passageiros seriam jogados para frente, não é mesmo? O mesmo aconteceria com a Terra, mas em vez de apenas as pessoas serem lançadas, prédios e outras construções seriam derrubados, causando destruição por todos os lugares.

Da mesma maneira que acontece com os terremotos, a destruição gerada por esse tipo de desastre iria muito além dos desabamentos. Ondas gigantes, incêndios e seus respectivos efeitos colaterais poderiam ser vistos em escala global.

Luz ou escuridão: escolha a sua morte

Os ecossistemas existentes nos continentes são muito diferentes dos presentes nos polos. Por essa razão, não seria possível garantir a sobrevivência das espécies que, hoje, habitam por aqui. Com seis meses de luz e seis meses de escuridão, o planeta Terra veria o fim de todas as espécies animais e vegetais (com raras exceções das fossas abissais), por excesso de calor ou de frio.

Você pode estar se perguntando: “Mas como existem animais nas regiões polares?”. A resposta é simples: angulação. Os raios solares incidem nos polos com muito menos potência do que os que atingem zonas tropicais, por exemplo. Imagine como seria passar 180 dias com o sol do meio-dia na cabeça. Muito pior do que o sol das seis da tarde, não?

Queimadas constantes fariam com que as florestas fossem destruídas, assim como plantações e outros tipos de cultura vegetal. Com isso, a alimentação dos seres humanos e também a produção de rações seriam afetadas completamente. Nós não poderíamos comer vegetais (pela inexistência num primeiro momento) e nem animais (que também acabariam sucumbindo à fome).

Do outro lado do planeta, na escuridão, os problemas também seriam relacionados à alimentação. Sem luz, vegetais não poderiam se desenvolver e as consequências seriam as mesmas: animais desnutridos e humanos sem comida de nenhum tipo.

O fim da raça humana?

Alguém sobreviveria se a Terra parasse de girar? Segundo a NASA, as pessoas que vivem nos polos do planeta seriam “poupadas pelo apocalipse”, pois para elas os dias continuariam sendo iguais. Apenas seriam afetadas pela já explicada “freada brusca”, que poderia fazer com que as geleiras se desprendessem, por exemplo.

Com exceção das populações polares e seus respectivos animais, vegetais e algas, pouca vida sobraria no planeta. Aos poucos, a inanição seria responsável pelo aniquilamento da raça humana. E se muitas pessoas tentassem fugir para os polos, os ecossistemas seriam desequilibrados, o que causaria ainda mais problemas para o planeta.

Isso já está acontecendo

Há diversas teorias que apontam para a influência das marés na desaceleração da rotação da Terra. Segundo muitos físicos (como mostra o site do Instituto Newton de Ciências, dos EUA), a cada 100 anos a Terra perde velocidade suficiente para que os dias fiquem meio segundo mais longos.

Isso significa que, até os dias ficarem uma hora mais longos, será necessário que a Terra passe por mais 120 mil anos. Como você pode perceber, o processo está acontecendo de uma maneira muito lenta.

Acesse também: National Geographic Channel.

21 setembro 2017

1984-2016 - 32 ANOS DE MUDANÇAS

Vídeo com as mudanças ocorridas em várias localidades do planeta Terra ao longo dos últimos 32 anos com imagens tiradas por satélites desde 1984 até 2016.

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Terra 1984-2016.

17 setembro 2017

Fabricação de um violino / Fabricación de un violín (Partes 9 a 12 de 12)

Fabricação de um violino


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Fabricação de um violino (Parte 9-12).

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Fabricação de um violino (Parte 10-12).

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Fabricação de um violino (Parte 11-12).

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Fabricação de um violino (Parte 12-12).

Acesse o canal do luthier Miguel Madrigal Ganzalez, e veja outras coisas incríveis que ele faz.

16 setembro 2017

Fabricação de um violino / Fabricación de un violín (Partes 5 a 8 de 12)

Fabricação de um violino


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Fabricação de um violino (Parte 5-12).

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Fabricação de um violino (Parte 6-12).

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Fabricação de um violino (Parte 7-12).

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Fabricação de um violino (Parte 8-12).

Acesse o canal do luthier Miguel Madrigal Ganzalez, e veja outras coisas incríveis que ele faz.

15 setembro 2017

Fabricação de um violino / Fabricación de un violín (Partes 1 a 4 de 12)

Fabricação de um violino


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Fabricação de um violino (Parte 1-12).

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Fabricação de um violino (Parte 2-12).

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Fabricação de um violino (Parte 3-12).

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Fabricação de um violino (Parte 4-12).

Acesse o canal do luthier Miguel Madrigal Ganzalez, e veja outras coisas incríveis que ele faz.

10 setembro 2017

POSTAGEM n° 500

Quingentésima Postagem do Portal

Abaixo o estereograma do selo comemorativo da postagem n° 500 que eu fiz no Power Point, isso mesmo, dá para fazer estereogramas usando recursos mistos do Power Point e do aplicativo Paint, sem usar softwares especiais específicos para fazer estereogramas. Quase ninguém sabe dessa possibilidade, mas para conseguir tem de ter bastante noções de desenho (técnico e artístico) e noções espaciais.

Estereograma do Selo Comemorativo da "Postagem n° 500 do PORTAL FURNARI", usando o Ícone do Portal como inspiração (clique na imagem para ampliar e veja o selo em 3D). Fique com os olhos perpendiculares à imagem. Junte as duas figuras do selo no centro "cruzando os olhos" para visualizar. O fundo escuro serve para facilitar a visualização.

Para comemorar a Postagem n° 500, segue uma listagem de 10 links de posts interessantes do site.

Lista Comemorativa:

- CLASSICAL MUSIC (Recomendado);
- COSMOS (Recomendado);
- EVOLUÇÃO HUMANA (Recomendado);
- THE AGE OF REPTILES (Recomendado);

09 setembro 2017

ÁGUA

H2O

A água é o sistema fundamental de suporte à vida na Terra. É tão elementar embora seja um dilúvio de contradições.

É mais forte que um projétil em alta velocidade. “Um vidro a prova de balas impede a passagem de um projétil de calibre 50, mas nós podemos desgastá-lo com um jato de água”.


Agora vamos descobrir mais sobre a água neste documentário de cerca de 45 minutos do Discovery Channel.

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Como Tudo Funciona - Água - Discovery Channel (Parte 1 de 4).

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Como Tudo Funciona - Água - Discovery Channel (Parte 2 de 4).

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Como Tudo Funciona - Água - Discovery Channel (Parte 3 de 4).

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Como Tudo Funciona - Água - Discovery Channel (Parte 4 de 4).

02 setembro 2017

Jimi Hendrix

ALL ALONG THE WATCHTOWER

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"There must be some kind of way out of here,"
Said the joker to the thief,
"There's too much confusion, I can't get no relief.
Business men – they drink my wine
Plowmen dig my earth
None of them along the line
Know what any of it is worth."

"No reason to get excited,"
The thief – he kindly spoke,
"There are many here among us
Who feel that life is but a joke
But you and I we've been through that
And this is not our fate
So let us not talk falsely now
The hour's getting late."

All along the watchtower
Princess kept their view
While all the women came and went
Bare-foot servants too
Outside in the cold distance
A wild cat did growl
Two riders were approaching
And the wind began to howl, hey.


"All Along the Watchtower" is a song written and recorded by American singer-songwriter Bob Dylan. The song initially appeared on his 1967 album John Wesley Harding, and it has been included on most of Dylan's subsequent greatest hits compilations. Since the late 1970s, he has performed it in concert more than any of his other songs. Different versions appear on four of Dylan's live albums.

Covered by numerous artists in various genres, "All Along the Watchtower" is strongly identified with the interpretation Jimi Hendrix recorded for Electric Ladyland with the Jimi Hendrix Experience.[2] The Hendrix version, released six months after Dylan's original recording, became a Top 20 single in 1968 and was ranked 47th in Rolling Stone magazine's 500 Greatest Songs of All Time.