22 maio 2017

ERATÓSTENES E A CIRCUNFERÊNCIA DA TERRA

Eratóstenes nasceu em Cirene, Grécia, (hoje Líbia) e morreu em Alexandria, Egito, no terceiro século a.C. Ele era bibliotecário-chefe da famosa Biblioteca de Alexandria, e foi lá que ele encontrou, num velho papiro, indicações de que ao meio-dia de cada 21 de junho na cidade de Assuã (ou Syene, no grego antigo) 800 km ao sul de Alexandria, uma vareta fincada verticalmente no solo não produzia sombra.

Eratóstenes percebeu que o fenômeno não ocorria no mesmo dia e horário em Alexandria, e pensou: "- Se o mundo é plano como uma mesa, então as sombras das varetas têm de ser iguais. E se isto não acontece é porque a Terra deve ser curva!".

O cálculo de Eratóstenes.

Mais do que isso. Quanto mais curva fosse a superfície da Terra, maior seria a diferença no comprimento das sombras.

O Sol deveria estar tão longe que seus raios de luz chegam à Terra paralelos. Varetas fincadas verticalmente no chão em lugares diferentes lançariam sombras de comprimentos distintos.

Eratóstenes decidiu fazer um experimento. Ele mediu o comprimento da sombra em Alexandria ao meio-dia de 21 de junho, quando a vareta em Assuã, ao Sul do Egito, não produzia sombra. Assim, ele obteve o ângulo A, conforme a figura abaixo.

Eratóstenes mediu A = 7° (aproximadamente). Se as varetas estão na vertical, dá para imaginar que se fossem longas o bastante iriam se encontrar no centro da Terra.

Preste atenção na figura acima. O ângulo B terá o mesmo valor de A, pois o desenho do experimento de Eratóstenes se reduz a uma geometria muito simples: "- Se duas retas paralelas interceptam uma reta transversal, então os ângulos correspondentes são iguais.".

As retas paralelas são os raios de luz do Sol e a reta transversal é a que passa pelo centro da Terra e pela vareta em Alexandria. O ângulo B (também igual a 7°), é a uma fração conhecida da circunferência da Terra e corresponde à distância entre Assuã e Alexandria!

Eratóstenes sabia que essa distância valia cerca de 800 km e então pensou: "- 7° são aproximadamente 1/50 de uma circunferência (360°). E isso corresponde a cerca de 800 km. 800 X 50 = 40.000, de modo que deve ser este o valor da circunferência da Terra.".

O MUNDO NÃO É CHATO

O valor encontrado atualmente está em torno de 40.072 km (uma diferença muito menor do que 1% em relação ao valor encontrado por Eratóstenes) ao longo da linha do equador. Um erro muito pequeno para uma medida tão simples, e feita há tanto tempo! Com a circunferência, podemos calcular o diâmetro e o raio ou ainda o volume e a área da superfície, através de fórmulas simples.

Repare que o conhecimento utilizado por Eratóstenes (retas paralelas cortadas por uma transversal) é formalmente adquirido hoje nas aulas de geometria do Ensino Fundamental.

Fica a sugestão para a realização dessa experiência fantástica entre escolas de lugares distantes. Com as facilidades de comunicação de hoje é ainda mais fácil sentir o prazer de usar um raciocínio tão simples e elegante para obter uma medida tão preciosa.


17 maio 2017

O mecanismo de Anticítera, o misterioso tesouro da Grécia antiga

Descoberta do artefato completa 115 anos, mas ele continua guardando numerosos enigmas

Reconstrução do mecanismo de Anticítera.

Se perguntarmos a um aluno do ensino médio onde e por quem a calculadora foi inventada, haveria milhares de respostas, mas dificilmente alguma delas chegaria perto da realidade, fazendo referência a uma calculadora astronômica com mais de 2.100 anos de idade.

O mecanismo de Antikythera foi encontrado por coletores de esponjas marinhas entre os abundantes restos de joias, moedas e estátuas de bronze e mármore de uma galera romana que naufragou em frente à costa da ilha grega que lhe dá seu nome, Antikythera, nos arredores de Creta.

Os 82 fragmentos de bronze localizados, hoje preservados no Museu Arqueológico Nacional de Atenas, estavam dentro de uma caixa de madeira em cujas tampas havia inscrições com informações valiosíssimas (os nomes dos meses em idioma coríntio, os planetas, etc.).

Local onde foi encontrada a Máquina de Anticítera.

Nem todos os especialistas concordam com a interpretação corrente a respeito do mecanismo. Foi o arqueólogo Stais, em 1902, o primeiro a acreditar que tratava de um relógio astronômico. Edmunds e T. Freeth achavam que o artefato servia para prever eclipses solares e lunares, usando como referência os conhecimentos em progressão aritmética dos babilônios. Edmunds dizia também que ele era capaz de mostrar planetas como Vênus e Mercúrio.

Price, porém, tinha uma teoria mais celestial: o mecanismo serviria para estabelecer as datas de festivais agrícolas e religiosos. E Wright, com a reconstrução do instrumento (72 engrenagens), acrescentava que poderia mostrar os movimentos dos cinco planetas conhecidos naquela época.

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Star Clock BC - The Antikithera Mechanism (time: 50 minutes).

“Quem o fez, fez extremamente bem.”

Por último, outros estudiosos revelaram que o aparelho poderia servir para determinar a época exata da realização dos Jogos Olímpicos, dadas as inscrições encontradas (começavam com a lua cheia mais próxima do solstício de verão, e era necessário o cálculo o mais exato possível e um grande conhecimento de astronomia para estabelecer a data concreta).

O que parece claro é que o mecanismo de Antikythera consta de pelo menos 37 rodas dentadas de precisão, feitas de bronze, com as quais era possível calcular com exatidão as posições e movimentos astronômicos, recriar a órbita irregular da Lua e, talvez, estabelecer a posição dos planetas.

Restos do Mecanismo de Anticítera (Museu Arqueológico de Atenas).

Depois dessa calculadora, foi encontrado um calendário lunar e solar persa, mecânico, do ano 1000, também com uma grande precisão tecnológica. Só na Idade Média apareceriam aparelhos complexos nos relógios das catedrais medievais.

Hoje em dia, somos capazes de chegar aos lugares mais inesperados, calcular distâncias surpreendentes e alcançar tudo aquilo com o que os gregos algum dia sonharam. Mas pensar que um artefato com as características do mecanismo de Antikythera fora criado há mais de 2.000 anos é uma prova de que estávamos diante de uma civilização muito mais próxima da nossa do que podemos imaginar.

Fonte principal: El País.

Veja também no Portal Furnari: MÁQUINA DE ANTICÍTERA (MÁQUINA DE ANTIKYTHERA) (Recomendado).

15 maio 2017

K-PAX

A condição humana entre a loucura e transcendência em "K-PAX"

K-PAX.

Filme precursor de um subgênero chamado “psicodrama alt. Sci-fi” (filmes que usam argumentos sci-fi para, na verdade, discutir temas bem terrestres com baixos orçamentos e nenhum efeito especial), “K-PAX - O Caminho da Luz” (K-PAX, 2001) foi injustamente esquecido pela crítica e público. Um homem é internado em hospital psiquiátrico afirmando ser um visitante de um planeta distante. Astrônomos e psiquiatras tentam encaixá-lo em algum script racionalizante para explicar seus conhecimentos, mas os paradoxos colocados pelo seu comportamento colocam em xeque todos ao redor: será que uma vida inteira dedicada à ciência terá sido para nada?

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K-PAX: official trailer (2001).

Um filme que acabou esquecido pelos críticos e público, principalmente por ter sido lançado a pouco mais de um mês depois dos atentados de 11 de setembro em Nova York. Talvez poucas pessoas estivessem interessadas em discussões filosóficas em torno de um potencial visitante de outro planeta que nos visita sob a forma humana, chamado Prot (Kevin Spacey) e que se encontra preso em um hospital psiquiátrico em Manhattan. Se ele é de fato um visitante do planeta K-PAX ou apenas um louco “com a história mais convincente que eu já vi”, como confessa o psiquiatra que tenta “curá-lo”, é a dúvida que acompanhará o espectador até a última cena, cabendo a ele fazer uma contabilização das pistas deixadas ao longo da narrativa.

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K-PAX: planetarium scene.

Provavelmente o filme “K-PAX” pode ser considerado o precursor de uma espécie de subgênero que sob o pretexto de abordar temas caros da ficção científica (visitantes extraterrestres, viagem no tempo, eventos cósmicos etc.), através de filmes com baixo orçamento e praticamente sem nenhum efeito especial discute temas bem terrestres e familiares: dilemas dos relacionamentos, a alteridade, conhecimento, hierarquia e autoridade. O nosso leitor Ricardo Afonso percebeu a essência desse novo subgênero: “A cena em que ele [Prot] simula uma viagem no tempo simplesmente nos faz rir de nossa própria limitação, quando acreditamos que para tal empreitada seriam necessárias luzes, cenas e cenários dignos de ficção cientifica de Hollywood”.

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Da trilha sonora viajante de K-PAX: Soundtrack 3 - July 27th.

Filmes como “Another Earth” (2011), “Melancolia” (2011), “Sound of My Voice” (2011) ou “Prime” (2005) entrariam nesse subgênero que alguns críticos chamam de “psicodrama alt.sci-fi”.

Kevin Spacey faz um irônico, sutil e inteligente Prot, um estranho homem encontrado pela polícia vagando em uma estação ferroviária que educadamente explica a quem quiser ouvir que veio de um planeta muito distante chamado K-PAX, da constelação de Lira.

Jeff Bridges é o Dr. Powell, o psiquiatra que tem que convencer o paciente de que ele é delirante. Hipnoterapia regressiva parece descobrir um trauma e, portanto, uma explicação psicológica - mas Prot tem habilidades surpreendentes e um conhecimento extraordinário de sistemas solares que os especialistas não conseguem explicar. Além disso, o protagonista tem o alcance da sua visão fora dos padrões normais, uma versátil pressão sanguínea e uma descomunal tolerância à droga Torazine que se torna ineficaz no tratamento.

Terríveis pensamentos começam a passar pela cabeça do Dr. Powell: Prot é realmente de outro planeta?

02 maio 2017

Sinfonia nº 100 - Quarto Movimento

É um presto formado por oito compassos, repetidos uma vez logo em seguida, ditados pelas cordas e marcado ritmicamente pelos tímpanos. Esse tema principal sofre numerosas variações separadas por motivos interválicos. A participação da percussão se acentua gradativamente até atingir um caráter frenético no fim.

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Haydn - Sinfonia nº 100 - Militar - Minueto e trio / Finale - Presto.

HAYDN (Sinfonia nº 100 - Parte 3 de 4)

Sinfonia nº 100 - Terceiro Movimento

Inicia-se como um minueto moderato de madeiras e cordas, com intervenções contínuas dos tímpanos. Essa percussão cessa com a passagem para o primeiro episódio de um trio calmo e leve, sendo depois retomada, menos enfática, a partir do segundo e terceiro episódios do trio, acentuando-se com o retorno do minueto moderato e tornando-se avassaladora no tutti final.

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Haydn - Sinfonia nº 100 - Militar - Minueto e trio / Moderato.

HAYDN (Sinfonia nº 100 - Parte 2 de 4)

Sinfonia nº 100 - Segundo Movimento

Trata-se de um belíssimo allegretto no qual dialogam continuamente as madeiras e as cordas, com toques de trompas e trompetes nos breves tutti que abrem ou fecham cada episódio. A re-exposição do tema é acentuada por uma forte percussão, que lhe confere uma sonoridade exótica e expressiva.

O clarinete, instrumento pouco usual na época, é empregado abundantemente e apenas neste movimento.

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Haydn - Sinfonia nº 100 - Militar - Allegretto.

HAYDN (Sinfonia nº 100 - Parte 1 de 4)

Sinfonia nº 100 - Primeiro Movimento

Inicia-se como um adagio executado pelas cordas, com reforços dos fagotes. Esse prelúdio segue-se por pouco mais de vinte compassos, quando passa a allegro e assim permanece até o fim, exposto por madeiras respondidas uma oitava abaixo pelas cordas, em uma movimentação cada vez mais vivaz.

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Haydn - Sinfonia nº 100 - Militar - Adagio.

01 maio 2017

HAYDN (Sinfonia nº 100)

Sinfonia nº 100 (Haydn)

A Sinfonia n.º 100 em sol maior de Joseph Haydn foi composta em parte na Inglaterra, em 1793 ou em 1794, pois o segundo e o terceiro movimentos, quase que com certeza, já haviam sido escritos antes, na Áustria. A obra estreou em Londres, em 31 de março de 1794.

Sua alcunha, Militar, se deve ao uso de uma abundante percussão alla turca, sobretudo no segundo movimento, ao estilo das marchas militares executadas em campanhas bélicas.

HAYDN.

Estrutura

A obra está composta de quatro movimentos, nos quais se destacam o uso das madeiras e da percussão sobre uma base de cordas.

Primeiro Movimento

Inicia-se como um adagio executado pelas cordas, com reforços dos fagotes. Esse prelúdio segue-se por pouco mais de vinte compassos, quando passa a allegro e assim permanece até o fim, exposto por madeiras respondidas uma oitava abaixo pelas cordas, em uma movimentação cada vez mais vivaz.

Segundo Movimento

Trata-se de um belíssimo allegretto no qual dialogam continuamente as madeiras e as cordas, com toques de trompas e trompetes nos breves tutti que abrem ou fecham cada episódio. A re-exposição do tema é acentuada por uma forte percussão, que lhe confere uma sonoridade exótica e expressiva.

O clarinete, instrumento pouco usual na época, é empregado abundantemente e apenas neste movimento.

Terceiro Movimento

Inicia-se como um minueto moderato de madeiras e cordas, com intervenções contínuas dos tímpanos. Essa percussão cessa com a passagem para o primeiro episódio de um trio calmo e leve, sendo depois retomada, menos enfática, a partir do segundo e terceiro episódios do trio, acentuando-se com o retorno do minueto moderato e tornando-se avassaladora no tutti final.

Quarto Movimento

É um presto formado por oito compassos, repetidos uma vez logo em seguida, ditados pelas cordas e marcado ritmicamente pelos tímpanos. Esse tema principal sofre numerosas variações separadas por motivos interválicos. A participação da percussão se acentua gradativamente até atingir um caráter frenético no fim.

Veja também:

- HAYDN.

HAYDN

FRANZ JOSEPH HAYDN

Franz Joseph Haydn é considerado o "Pai da Sinfonia". Compôs mais de 100 delas, além de 83 quartetos de cordas e dezenas de criações em diversos gêneros instrumentais e vocais, sacros e profanos. Morreu aos 77 anos e passou, pelo menos, meio século trabalhando pela música. O segundo movimento de seu Quarteto “Imperador”, de 1797, foi posteriormente adotado como Hino Nacional da Alemanha.

Até os seis anos de idade, Haydn morou na vila de Rohrau, na Áustria, local onde nasceu em 31 de março de 1732. Depois viveria definitivamente em Viena, onde passou a maior parte de sua carreira na condição de músico da importante família Esterházy. Na corte, Haydn compunha música para festas e recepções.

FRANZ JOSEPH HAYDN.

De origem humilde, aprendeu a tocar vários instrumentos e a cantar, incentivado por seu pai, Matthias Haydn, entusiasta da música folclórica. A convite de Johann Matthias Franck, mestre de capela em Hainburg, o garoto, com seis anos, seguiu para Viena onde estudou cravo e violino. Dois anos mais tarde, integrou o coro de meninos da Catedral de Santo Estêvão. Aos 17, com a mudança de voz, foi demitido do grupo. Para sobreviver, deu aulas e tocou órgão nas igrejas e violino em bailes e tavernas.

Durante esse período, como musicista autônomo, conheceu o compositor italiano Niccolò Porpora, com quem aprendeu os principais fundamentos da composição. Escreveu seu primeiro quarteto de cordas e, em 1752, a ópera cômica O diabo coxo. Sua reputação crescia gradualmente.

Em 1759, foi nomeado diretor musical da câmara do conde Karl von Morzin, da Boêmia. Nesse cargo, escreveu suas primeiras sinfonias. Em 1761, Haydn é contratado, pelo príncipe Paul Anton Esterházy, como mestre de capela assistente. Em 1766, tornou-se o titular do cargo, com a morte de seu antecessor.

Impressionado pelas obras do Mozart, por volta de 1781 Haydn inicia uma sólida amizade com o jovem gênio. Nesta época, Haydn parou de compor óperas e concertos --precisamente os dois gêneros em que Mozart mais se destacou. Mozart, em contrapartida, escreveu seis quartetos dedicados a Haydn.

A vida de Haydn tomaria um novo rumo no ano de 1790. Com a morte do príncipe Nicolau Esterházy, que foi sucedido por um outro que não gostava de música, Haydn pôde aceitar a oferta do empresário alemão Johann Peter Salomon, para ir à Inglaterra e reger suas novas sinfonias com uma grande orquestra. A viagem foi um sucesso. Musicalmente, as visitas renderam algumas das mais famosas obras de Haydn, conhecidas como as “Sinfonias Salomon” ou “Sinfonias de Londres”.

Quase a ponto de tornar-se um cidadão inglês, o músico decidiu voltar para Viena, onde construiu uma casa e dedicou-se à composição de grandes obras religiosas para coro e orquestra. Entre elas estão as seis missas dedicadas à família Eszterházy, cujo príncipe era novamente inclinado à música.

A partir de 1802, Haydn dá sinais de debilidade física e fica impossibilitado de compor. Isso o deprimiu, porque novas inspirações lhe acometiam a todo instante. O compositor foi amparado por seus empregados e recebeu muitos visitantes e honras públicas durante esse tempo. Faleceu em 1809, após a tomada de Viena pelo exército francês de Napoleão Bonaparte.

Veja também:


28 abril 2017

Curso Intermissivo e Programação Existencial

Introdução

O que difere uma consciência de outra é o acervo de pré-ciência que traz consigo, adquirido ao longo de incontáveis existências. Quanto maior a pré-ciência da consciência, menor é a influência da rigidez genética, do determinismo de certas leis básicas universais como o carma, as condições do ambiente e das carências pessoais de todos os tipos.

A educação é a maior ferramenta evolutiva da consciência. A consciência aprende na dimensão extrafísica a programar o futuro e, na dimensão intrafísica, lembrando do passado, ainda que de forma não objetiva, aprende a construir o presente.


Curso intermissivo ou curso pré-ressomático é o conjunto de disciplinas e experiências teóricas e práticas por que passam algumas consciências extrafísicas durante o período da intermissão, ou seja, entre uma existência intrafísica e outra. O objetivo desse curso é preparar as consciências para novas existências intrafísicas.

O curso intermissivo é um fator fundamental para possibilitar um bom aproveitamento de uma nova existência intrafísica com elevado percentual de cumprimento da programação existencial, contribuindo ainda para eliminar as experiências repetitivas desnecessárias de outras vidas.

Em nosso mundo, às pessoas tem suas vidas determinadas pela questão da sobrevivência e outros interesses materiais, tais como dinheiro, poder, fama, moda, dentre outros. Nesse contexto, uma pessoa que apresente real interesse por assuntos parapsíquicos possivelmente tem um curso intermissivo recente em sua bagagem consciencial, pois caminhando no sentido contrário ao da maioria, ela também se preocupa com seu auto-aprimoramento e com um entendimento maior de todas as coisas.

As consciências passam pelos cursos intermissivos em grupos mais ou menos grandes e variados, reunidas por diversos tipos de afinidade e grau evolutivo. Posteriormente, essas consciências poderão vir a se encontrar ou não durante a vida intrafísica para executarem juntos aquilo que programaram.

Programação Existencial

A programação é elaborada pela consciência durante o período intermissivo em conjunto com seu orientador evolutivo, uma consciência bem mais evoluída, que conhece profundamente o processo da primeira e presta suporte ao seu processo evolutivo. No curso intermissivo a consciência se prepara para realizar a programação que elaborou, revisando ou aperfeiçoando os pontos ou aspectos que forem necessários.

A programação envolve os aspectos mais importantes da existência intrafísica divididos em duas partes fundamentais:


  • Ambiente: Evolve o local e a situação em que a consciência vai reencarnar e pelos quais vai passar ao longo de sua existência. São programadas as condições do soma (corpo), grupo-familiar, condição social, econômica e cultural, reencontros com pessoas que serão coadjuvantes em sua programação, etc.
  • Metas: O que a consciência estabelece para ser realizado no campo pessoal (autoaprimoramento) e coletivo. Envolve profissão, estudo, pesquisas, trabalhos assistenciais, trabalhos de esclarecimento, etc.


Cada consciência realiza sua programação em conformidade com suas possibilidades íntimas, sua força de vontade e fatores benéficos ou adversos do ambiente em que vier a se encontrar. A realização dessa programação é mais importante do que quaisquer outras questões muito valorizadas na dimensão intrafísica, tais como dinheiro, poder, política, prestígio, sucesso, etc.

O enclausuramento em um novo corpo, a influência da hereditariedade genética e às tentações da vida material perturbam ou anulam em muito os esforços para realização das metas a que se propõe a consciência.

Em virtude disso, ao longo da vida intrafísica, ocorrem mudanças de rumo que podem resultar no fracasso do cumprimento da programação. Muitas vezes, contudo, podem ocorrer uma ou mais reciclagens existenciais, ou seja, processos de tomada de consciência de uma pessoa já desviada de sua programação. Tal processo pode se dar após uma EQM – Experiência de Quase-Morte – ou pela atuação de um agente retrocognitor, que promove rememoração de fatos anteriores a vida atual, tal como um livro, uma palestra ou curso, por exemplo. Com isso a consciência pode retomar sua antiga programação e realizar, pelo menos em parte, aquilo a que se propôs.

Tipos de Cursos Intermissivos

Os cursos intermissivos variam muito quanto ao conteúdo, objetivos e alcance, existindo centenas de tipos e variantes. Para efeito de comparação, pode-se agrupá-los, de um modo geral, nestas três categorias:


  • Categoria A: Cursos com objetivos mais simples do qual participam consciências ainda pouco evoluídas, mesmo para os padrões humanos, ou por consciências que falharam grave ou sucessivamente em questões básicas da vida humana. Os participantes se caracterizam pelo pouco poder de decisão sobre seu próprio processo evolutivo. As programações dessas consciências tendem a atingir reduzidas porções da coletividade humana, tais como o círculo familiar, o ambiente de trabalho, etc.;
  • Categoria B: Cursos com objetivos de maior alcance. Os participantes se caracterizam por já demonstrarem, claramente, um bom nível evolutivo para os padrões humanos, apresentando um poder de decisão mediano sobre seus processos evolutivos. As programações dessas consciências tendem a atingir porções maiores da coletividade, envolvendo comunidades, cidades, regiões diversas do globo, etc.;
  • Categoria C: Cursos com objetivos de alcance máximo em termos de pessoas envolvidas e progressos a serem obtidos. Os participantes se caracterizam por já apresentarem nível evolutivo notoriamente muito superior para os padrões humanos. Os participantes já tem grande ou mesmo total poder de decisão sobre seu processo evolutivo (1).


O fato de alguém ter participado de um curso intermissivo, por si só, não significa que essa pessoa será notada no mundo intrafísico pelos seus feitos e realizações. Por vezes, missões de grande alcance podem ser executadas plenamente sem que ninguém na Terra tome conhecimento.

As consciências que participam de um curso intermissivo são as que apresentam quatro características de competência:


  • Maturidade extrafísica;
  • Passagem pela segunda morte (desativação do energossoma ou holochacra);
  • Libertação de existências trancadas, ou seja, existências onde, devido ao grau de comprometimento com a lei da causa e efeito (2), a liberdade de ação da consciência fica praticamente anulada, e;
  • Não estarem sujeitas a ressoma crítica, decisória, sujeita a transmigração interplanetária forçada e iminente, algo comum em nosso planeta.


Baseando-se no percentual de pessoas do mundo que tinham projeções conscientes e semi-conscientes no final dos anos 80, um forte indicador de lucidez extrafísica pregressa, estima-se que, no máximo, apenas 10% das pessoas passaram por estes cursos.

Curso Intermissivo Avançado

Na medida em que as consciências vão evoluindo, vão se habilitando a cursos mais avançados. Quanto mais consciências fizerem cursos intermissivos avançados, maiores serão os benefícios para a humanidade na dimensão intrafísica.

Os objetivos básicos de um curso intermissivo avançado (Categoria C) são manter a automotivação na agilização da própria evolução consciencial, utilizar com eficiência a próxima existência intrafísica, eliminando as experiências repetitivas dispensáveis, dinamizar áreas de pesquisas pessoais, grupais e coletivas e entrosar as existências intrafísicas pessoais, sob o aspecto retrocognitivo, numa linha evolutiva tecnicamente planejada com antecedência.

Conforme a categoria e alcance do curso, são empregados os mais diversos recursos educativos, tais como retrocognições de existências passadas (espontâneas ou provocadas), pré-ressoma avançada (intervenção da consciência extrafísica ainda no período de intermissão, na aproximação e amparo das consciência intrafísicas que lhe serão genitores), encarnações simuladas, em instalações e duplicatas de ambientes intrafísicos (holodecks) (3), etc..


As consciências que participam de cursos intermissivos avançados recentes são a maioria das crianças precoces, os superdotados em geral e benfeitores da humanidade.

Os cursos avançados abordam uma série de temas, muitos dos quais sequer podem ser descritos pelos parâmetros humanos intrafísicos, tal sua transcendência. Algumas dessas abordagens seriam: autoconsciência multiexistencial, autoconsciência multidimensional, autodomínio energético, universalismo, maturidade consciencial, parapsiquismo, projetabilidade extrafísica e serenismo (4).

Completismo Existencial

A realização da totalidade das metas traçadas na proéxis leva a consciência à condição de completista existencial, uma condição que pode levar a pessoa, quando ciente desse fato, a um estado de euforia que se estende para além da desativação do soma.

A consciência completista pode, eventualmente, gozar de uma moratória existencial, quando um período de sobrevida lhe é imputado para que ela prossiga em suas atividades, a esta altura de importância indiscutível dentro dos processos policármicos (5). O completista existencial passará por cursos intermissivos avançados de forma a prosseguir em sua senda evolutiva.

A execução insatisfatória da programação leva a um estado de melancolia‚ comum nas pessoas que já chegaram à idade adulta ou a terceira idade, tendo como sintomas um sentimento de vazio, falta de motivação, sensação de deixar de ter feito algo que nem mesmo sabe o quê, etc.

Quando o processo de melancolia intrafísica não é interrompido por uma reciclagem existencial, ao passar pela primeira morte (desativação do soma) a consciência fica no estado de melancolia extrafísica. Tal processo é muito mais doloroso que o primeiro pois, a consciência rememora sua proéxis e percebe como fracassou em sua execução, tendo que retornar a dimensão intrafísica para repetir suas lições, ficando impossibilitada de acompanhar  outras consciências, suas companheiras que tenham cumprido suas próprias proéxis.

O fracasso na realização da programação acarreta na longa cadeia de repetições pelas quais passa a consciência ao longo de seus ciclos existenciais. Por isso, é comum ouvir dizer que evoluímos muito pouco ao longo dos últimos milênios.

No atual estágio de nosso planeta, poucas consciências conseguem chegar à condição de completistas existenciais. Pode-se especular, portanto, os seguintes índices estimativos de sucesso na proéxis:


  • 90% das consciências não participaram de curso intermissivo nem tem proéxis;
  • Dos que tem proéxis, apenas 1% realizam de 90 a 100%;
  • Apenas 0,1% desses realizam mais do que 100% da proéxis.


O que determina o índice de realização da programação não é o nível do curso intermissivo, mas o grau de aproveitamento  da consciência.

Ciclo Evolutivo

Após um ciclo existencial como completista, a consciência extrafísica passa à qualidade de professor nos cursos intermissivos. Após certo período, os professores retornam em grupos à dimensão intrafísica, tendo por objetivo a melhoria geral da coletividade. Segundo Vieira (1986), tal processo se intensificou a partir do século XVII, de tal forma que cada vez mais consciências vêm à dimensão intrafísica com cursos avançados e na qualidade de professores. Isto explica, em parte, o progresso cada vez mais rápido da humanidade em diversas áreas do conhecimento.

A consciência chega a um ponto em que, durante o curso intermissivo, estabelece uma proéxis para todo um ciclo existencial, englobando duas, três ou mais vidas. Desta  forma, explica-se como é possível para algumas pessoas terem pré-cognições com relação a sua(s) próxima(s) vida(s).

Recuperação de Cons

O “con” é uma unidade hipotética de consciência proposta por Vieira. Um con equivale a um atributo consciencial adquirido, que pode ser uma habilidade, dom ou traços positivos de personalidade.

Os cons referentes ao curso intermissivo foram os últimos a serem adquiridos pela consciência e, por isso mesmo, são os mais difíceis de serem acessados. A maior parte das pessoas recupera poucos ou mesmo nenhum destes cons. Raríssimos são os casos em que se consegue recuperar cons inteiros. O mais comum é a recuperação de "pedaços de cons" que não dão uma verdadeira idéia de sua dimensão. Na dimensão extrafísica, a consciência tem hipoteticamente 1000 cons. Ao nascer na dimensão intrafísica, fica reduzida a apenas 1 (um) con. Com o desenvolvimento biológico e psíquico, ela vai recuperando seus cons até que,  com a maturidade física e psicológica, algo que ocorre geralmente até os 27 anos de idade, ela dispõem, normalmente, de 300 cons. A recuperação da totalidade dos cons é muito raro e difícil mas trata-se de uma meta que deve ser perseguida.

O raport (6) ou a retrocognição (7) com o curso intermissivo, permitem que a consciência traga para a dimensão intrafísica ideias até então originais.

Rememorando o Curso Intermissivo

A lembrança do curso intermissivo e da programação ali estabelecida, em termos claros, pelo menos quanto aos objetivos e metas traçadas é condição essencial para o sucesso da existência intrafísica, permitindo alcançar-se a condição de completismo existencial.

A rememoração pode ser espontânea podendo ser meramente intuitiva, com afloramentos provenientes do subconsciente sob a forma de gostos, motivações e inspirações; ou pode ser retrocognitiva com lembranças de cenas, temas ou trechos inteiros da intermissão, ocorrendo durante a vigília ou durante uma experiência fora do corpo.

As pessoas que mantém estudos sérios e continuados sobre temas de cunho espiritual ou que produzam experiência fora do corpo de alto nível, acabam travando contato com seus cursos intermissivos e suas respectivas programações.

É comum para as pessoas com nível de projetabilidade mediano, fazerem visitas educativas a locais onde se realizam cursos intermissivos, na qualidade de alunos visitantes. É frequente inclusive o fato delas mesmas terem sido alunas permanentes destes locais antes de nascerem.

A consciência que ainda não tiver pelo menos uma ideia clara sobre seu curso intermissivo, pode produzir uma retrocognição com este objetivo. Quando movida de vontade sincera e já  dispõem do grau necessário de maturidade, ajudada neste intuito pelos amparadores. Estes por sua vez, intervêm à revelia da consciência quando a mesma, sucumbindo  ante os interesses materiais imediatistas, não demonstra estar consciente de seu processo. Nestes casos, os amparadores atuam de acordo com as possibilidades do caso, produzindo uma retrocognição extrafísica, enviando uma mensagem mediúnica ou provocando um encontro com outra pessoa ou situação que atue como agente retrocognitor da programação.

Pondo a Programação em Prática

Convenciona-se a idade de 35 anos como sendo o limiar entre as fases de preparação da programação, que vai de 0 a 35 anos, e a fase da realização da programação, que vai de 35 anos em diante. Aos 35 anos, os aspectos materiais referentes à profissão, estudos, família e finanças geralmente já se encontram definidos. Essa também é, nos dias atuais, aproximadamente, o meio de uma vida normal do ser humano.

A grande maioria das pessoas trabalha movida apenas pela necessidade de sobreviver, vivendo insatisfeita com seu trabalho e profissão. A consciência madura sente um impulso íntimo que a impele a escolher a profissão certa. Mesmo que ela mude com o tempo, será em conformidade com sua proéxis. Em certos casos, o sentimento pela profissão escolhida se manifesta desde a infância.

Casamento e filhos podem ou não fazer parte da proéxis. Se não fazem parte da sua proéxis, eles podem comprometer em maior ou menor grau o cumprimento da mesma.

Deve-se priorizar os recursos e possibilidades assistenciais em conformidade com a programação e com o nível de capacitação, de forma a atuar-se de maneira mais produtiva. Qualquer um pode dar uma esmola em alimentos ou dinheiro, poucos no entanto podem praticar tarefas mais complexas, sejam de consolação ou de esclarecimento, abrindo os horizontes das consciências para a maturidade.

Conclusão

Desde tempos imemoriais, pessoas nascem trazendo consigo alguma idéia sobre o que tem de realizar em sua vida, ou seja, qual é sua missão. Em alguns são vagas intuições, noutros certezas íntimas e, para uns poucos ainda, lembranças objetivas daquilo o que se propuseram fazer. No passado, entender a programação existencial era difícil devido à falta geral de informações, a influência religiosa, crendices e superstições. Hoje podemos estudar claramente essas questões e, por conseguinte, caminhar mais rapidamente rumo a um entendimento maior sobre nós mesmos.

Glossário

(1) Serenões: Consciências superevoluídas para os padrões humanos que se encontram em suas últimas encarnações e vivem em função da evolução coletiva.
(2) Lei da causa e efeito: Lei que governa o equilíbrio das relações entre os seres vivos e o meio ambiente em que vivem. Popularmente conhecida por carma.
(3) Holodeck: Ficção Científica. Ambiente de realidade virtual de imersão total dotado de sofisticados programas capazes de reproduzir por meio de campos de força todo tipo de objetos e ambientes.
(4) Serenismo: Condição de equilíbrio que caracteriza os serenões, seres que se encontram no ápice da evolução intrafísica.
(5) Policármico: O carma coletivo aplicado a sua extensão máxima, envolvendo milhares ou milhões de consciências.
(6) Raport: Acoplamento energético.
(7) Retrocognição: Rememoração de existência anterior com fortes componentes emocionais e energéticos.

23 abril 2017

Sobre 1984 / About 1984

Nineteen eight-four

É um romance distópico clássico, publicado em 1949 por George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair (coincidentemente na época em que começava um regime totalitário similar na Coreia do Norte). Orwell mostra uma sociedade em permanente estado de guerra, fundamentada em paranoia, propaganda, vigilância e controle.

A história é centrada em Winston Smith, um funcionário do "Ministério da Verdade", órgão responsável por alterar fatos históricos e obras da literatura para atestar a competência do governo (semelhante ao que acontece no Brasil com a distorção da história política recente). Desiludido com sua vida, Smith nutre secretamente desejos de rebelião e por um amor proibido.


O romance, considerado a obra-prima de Orwell, tornou comuns termos como "Big Brother" e se transformou em símbolo do autoritarismo, da fiscalização e da invasão sobre os direitos do indivíduo - o termo "orwelliano", por exemplo, é usado para descrever qualquer semelhança ao regime ficcional do livro.

Documentário sobre o livro "1984" de George Orwell

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Documentário sobre o livro "1984" de George Orwell (Parte 1).

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Documentário sobre o livro "1984" de George Orwell (Parte 2).

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Documentário sobre o livro "1984" de George Orwell (Parte 3) - Tempo total aproximado das partes 1, 2 e 3 de 47 minutos.

Veja também no PORTAL FURNARI o livro: The Animal Farm - George Orwell.

26 março 2017

SONHOS / DREAMS (Akira Kurosawa)


  • Título: "Dreams" (EUA), "Yume" (Japão), "Sonhos" (Brasil).
  • Idioma: Japonês.
  • Diretor: Akira Kurosawa.
  • Elenco:  Akira Terao, Mitsuko Baishô, Toshie Negishi, Mieko Harada, Toshihiko Nakano e Yoshitaka Zushi.

O filme "Yume" (japonês), "Sonhos"(português), "Dreams" (inglês), produzido em 1990 por Akira Kurosawa, é uma produção íntima, associada a diversos sonhos que o diretor teve no decorrer da sua vida.

Diferente das demais produções, "Sonhos" possui oito filmes (sonhos) de curta duração acompanhados de fotografias, coreografias e maquiagens impressionantes. Os diálogos entre os personagens são temporais. Cada sonho possui contextos diferentes, mas em determinados momentos parecem que se encontram.  A singularidade de cada história envolve o espectador  e o faz refletir, do início ao fim do filme.

DREAMS (1990) Akira Kurosawa.

No primeiro sonho titulado "Um raio de sol através da chuva", a teimosia de um filho diante da proibição da mãe em um dia chuvoso resulta em um drama comovente, pois diz a lenda que "quando o sol está brilhando através da chuva, as raposas se casam". Se durante a cerimônia algum convidado indesejado aparecer, este não poderá mais retornar à sua família, sendo obrigado a seguir o caminho solitário e sem volta ao final do arcoiris (casa das raposas).

No quarto sonho, "O túnel", um oficial do exército japonês caminha por uma estrada até cruzar um túnel escuro. Retornando da guerra e sozinho, passa a sentir uma estranha presença no lugar. Durante a sua parada e retomada do percurso, um soldado yurei (fantasma japonês) sai das sombras e vai até o oficial. Explicar que a vida não pertence mais ao corpo do soldado, bem como das demais presenças sobrenaturais, pode ser o início de um irreversível e macabro desespero.

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4° SONHO: O TÚNEL.
Uma Projeção Consciente.

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8° SONHO: A ALDEIA.

Esses dois sonhos são uma pequena amostra da qualidade e da originalidade de Kurosawa. Unir todos os quadros de Van Gogh, descrever uma catástrofe nuclear no Japão (vale a pena comparar com os desastres naturais no início de 2011) e a sobrevivência de alpinistas diante de uma tempestade de neve são outros sonhos que vão se formando durante o filme.

São elementos significativos que fizeram do cineasta ser uma referência para Jorge Lucas e Steven Spielberg. Ícone e vencedor de diversos prêmios internacionais como melhor filme estrangeiro, Akira Kurosawa relutou pelo cinema japonês, promovendo os sentimentos do ser humano, em suas mais variadas situações.